Talha São Francisco recebendo a confirmação

Talha São Francisco recebendo a confirmação

O Monte Alverne correspondia ao ideal de Francisco e às suas aspirações. A vida de Francisco no Alverne é oração e ininterrupta penitência. Sente-se pobre e pecador. Voltará muitas vezes ao Alverne para encontrar paz em Deus que a situação da Ordem e o fato de estar no meio dos homens não lhe davam e entregar-se de corpo e alma à oração.

No verão de 1224, última vez que esteve no Alverne, Francisco procura um lugar ainda mais “solitário e secreto” no qual possa mais reservadamente fazer a quaresma de São Miguel Arcanjo. Com Frei Leão, durante muito tempo, busca um lugar até que encontra “um sítio secreto e bem apto para a realização de sua intenção. Chama então os frades e lhes diz: “Ide ao vosso eremitério e deixai-me aqui sozinho porque com a ajuda de Deus pretendo fazer aqui esta Quaresma sem estrépito ou perturbação da mente e por isso nenhum de vós me venha ver e não deixeis nenhum secular chegar até aqui…”

Na manhã de 14 de setembro de 1224 os céus se abrem e Cristo crucificado desce ao Monte Alverne na forma de um serafim e Francisco recebe os estigmas. Ele procura manter em segredo o dom dos estigmas, o mais que pode. Na realidade, poucos foram os afortunados que puderam contemplá-lo durante a sua vida.

Portanto, há 800 anos os Frades Menores da Toscana – região italiana situada no centro da Península – custodiam zelosamente o lugar em que o Pobrezinho de Assis recebeu de Cristo “o último sigilo”, tornando-se, com o passar do tempo, a meca das peregrinações aos santuários franciscanos.

Para recordar o encontro de São Francisco com o Conde Orlando, o município de São Leo colocou a imagem do Santo no brasão da cidade, ao que parece, caso único no mundo.

T001 – São Francisco recebendo as chagas. 80 cm x 50 cm.

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