São Francisco visitando a cidade de Ouro Preto – MG

São Francisco visitando a cidade de Ouro Preto – MG

Normalmente as calçadas e ruas, obras publicas de Ouro Preto e região, que como as outras eram postas em hasta publica, ditas “postas em praça” e arrematadas por mestres pedreiros. Foi também comum o arrematante da obra “alugar” escravos de ganho, de terceiros para ajudar nas obras.
As pedras vinham do fundo dos rios em pedras miúdas ou maiores arredondadas conhecidas como “cabeça-de-negro ou pé-de-moleque.”.
Na posição onde se encontra S. Francisco têm-se a mesma visão de antigamente e de hoje.  Uma ladeira bem forte
Nas casas há janelões que recebem o sol e na época dos escravos, as escravas e mucamas colocavam os conhecidos doces mineiros de abobora, leite e toda variedade para secar nas assadeiras.
A molecada subia a ladeira correndo, tirava um doce, punha na boca e quem via gritava: “Pega moleque” que ficou cacófito “Pé de moleque” dai vindo o termo calçamento pé-de-moleque.
As casas das famílias mais abastadas tinham muitas eiras e beiras no telhado como podem ver observar. Quanto mais posse, mais eiras e beiras.
Tornou-se um dito popular que a pessoa mesmo nos dias de hoje, sem posses que é “ Sem eira nem beira”.

T0031 – São Francisco em Ouro Preto. 100 cm x 90 cm.

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